mesmo que não seja

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nada a perder, vem resiliência. nada perdido no poço das palavras não ditas. nada. amor sem fim. o fim. o futuro sou

eu.

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as plantas cresciam no meu jardim verdes e fortes, porque é assim que eu cresço, fora do sonho. uma fé enorme traz a luz do sol pela janela de manhã, e um riso fresco e pouco visível se põe na minha face sem que eu perceba. o amor sai. o corpo amolece. eu olhei pro lado na garantia que não tinha ninguém e que isso era o belo. voltar pra si dói toda vez que o pé toca o chão. e compensa.

quis olhar o imenso

como se fosse dar conta

 

do abismo

do desmedido

do infindo

do vasto

do mundo

….de dentro

 

quis olhar adentro

como se visse paredes

e pudesse descansar

encostada em si

 

não tem parede

nem foi longe

e se perdeu

 

(é vantagem)

 

três dias

e nada

de retorno

eu vou ver o mar porque mesmo que ele não chame, eu preciso.

é que entendo muito sobre espera vendo ondas.

e não dói.

 

Como esperar por um verso tranquilo,

eu que só sei do precipício?

Quando escrevo pra não morrer.

Quando eu jogo meu silêncio no mundo

é grito,

meu amor,

um alento.

quando o tempo virou as costas e deixou aquele não no vazio. agarrei o não como a única sobra. tua.

era tudo saudade.

sem saber que era despedida até hoje te vejo andando neste quarto.

 

o novo

 

metade de mim

dei a tesoura

no último corte

de cabelo

 

caiu no chão

o acúmulo

de um eu

que não tinha

mais espaço

aqui

 

eu me venci

 

ficou sereno

um espaço

enorme

pra enfeitar

de paz

Cadê minha calma?

Passo horas contando as sardas do meu rosto.

É a beira do fim do fardo,

Cada dia um tanto menos,

Enquanto eu me recolho.

 

O tempo é disso.

E se eu me perfeiçoo aguardando a sua volta,

seu orgulho dessas suas feridas,

coloca uma alegria 

no passar dos meus dias de cólera.

 

(te acho tão bonito no meio da multidão).